Com
o aumento dos congestionamentos e um maior tempo desperdiçado nos
deslocamentos para o trabalho ou escola, cada dia mais os
paulistanos de todas as classes sociais se perguntam, onde o
trânsito de São Paulo vai parar?
A
precariedade do transporte coletivo: de difícil acesso,
superlotados nas horas de pico, formado de poucas linhas de metrô e
trem e com baixo número de corredores, em geral lentos, são os
principais fatores para que qualquer espaço viário criado, por
medida restritiva - rodízio e restrição de caminhões ou novas vias
– ampliação da Marginal Tietê, seja rapidamente substituído
por mais e mais carros (veja: http://www.sinaldetransito.com.br/artigos/qual_o_numero_de_veiculos_em_sao_paulo.pdf).
Só o
investimento mais que prioritário em transporte coletivo sob
trilhos e pneus com a priorização efetiva destes modos de
transporte no sistema viário da cidade pode melhorar o trânsito na
cidade. Para isto, a curtíssimo prazo, mais e melhores corredores
de ônibus precisam ser viabilizados, isto é, corredores com
ultrapassagem, semáforos com prioridade, uma frota renovada e
adaptada e principalmente a troncalização do
sistema.
Um
sistema de transporte sobre pneus troncalizado é concebido como se
fosse uma árvore (troncos – principais linhas e galhos
– linhas secundárias). Neste modelo existem poucas linhas de
ônibus nos corredores, que permitem o deslocamento entre as
suas extremidades. Nas extremidades do corredor, o usuário deve
trocar de ônibus buscando aquele que o leva ao seu destino final.
Exemplificando, para quem conhece São Paulo, teríamos no corredor
Rebouças/Consolação uma única linha e no final deste, na Av. Eliseu
de Almeida, o usuário, em vários pontos de parada diferentes,
fariam a integração com o ônibus de seu bairro, sem custo devido o
bilhete único
Além
do investimento no próprio transporte coletivo, a acessibilidade ao
sistema coletivo precisa ser melhorada para atrair mais
passageiros. Uma maneira de melhorar esta acessibilidade é permitir
e incentivar que viagens "longas" a pé ao sistema sejam realizadas
por bicicleta. Este texto identifica com base na Pesquisa Origem
Destino 2007 da Região Metropolitana (OD 2007) onde este
investimento deveria ser prioritário.
Separamos os dados em dois mapas: (1) número de
viagens a pé, com 15 minutos ou mais, para o sistema de transporte
coletivo, por zona OD 2007, realizada a partir da
moradia do indivíduo e (2) viagens a pé, com 15
minutos ou mais, de e para o sistema de transporte
coletivo oriundas de lugares diversos, não residenciais,
pois acreditamos que medidas diferenciadas devem ser tomadas para
incentivar o uso da bicicleta. Veja artigos mais novos com
os Mapas: (1) CAMINHADAS REALIZADAS A PARTIR DE CASA PARA O
TRANSPORTE COLETIVO e (2) CAMINHADAS REALIZADAS DE
DIFERENTES LOCAIS (TRABALHO, ESCOLA E ETC.) PARA O TRANSPORTE
COLETIVO